UM PROTESTO PELA LIBERDADE DE ESCOLHA DE CADA MULHER.

Desafiar padrões é um ato de rebeldia, por isso, nesse 08 de março, a Oppa traz 5 mulheres incríveis e completamente diferentes – mas com uma coisa em comum: elas se permitiram escolher. Seja na carreira, na vida pessoal ou na rotina, cada uma delas se permitiu escolher fazer aquilo que as deixa felizes e realizadas, independente do esperado pela sociedade.

Ah, spoiler: e tudo bem mudar de ideia também, tá?

“MULHER TEM QUE TRABALHAR EM CASA, CUIDANDO DOS FILHOS”

Andréa, 41 anos

A Andréa, por muito tempo, seguiu uma carreira corporativa, em um ambiente dominado por homens, exercendo uma função que muitos acreditavam que uma mulher não seria capaz de desempenhar tão bem. Quando decidiu se desligar da antiga empresa e da vida corporativa e seguir uma rotina mais leve, como instrutora de ioga. Nenhuma mulher é refém de suas escolhas e tá tudo bem mudar de ideia – afinal, nós não devemos explicações porque cada mulher é dona da sua vontade. Mulher tem que trabalhar na profissão que quiser.

Andréa, 41 anos
Andréa, 41 anos

• Quer saber um pouco da história da Andréa?

“Eu fui muito feliz sempre nos meus trabalhos e sou muito grata a tudo que passou. Depois de cursar faculdade, comecei na área moveleira – primeiro na exportação e depois no marketing e o que eu mais aprendi é que os homens são competitivos por natureza, e as mulheres, quando entraram no mercado de trabalho é que começaram a desenvolver esse senso de competição. E isso é triste, as mulheres sempre foram, na nossa história, colaboradoras: elas sempre se apoiaram e fomos perdendo essa essência e, hoje, estamos na luta para recuperá-la. Depois de tantos anos em uma área corporativa, o que aconteceu foi muito mais uma “coisa” de vida e não só de trabalho. Eu tinha estabilidade, família, viajado quase o mundo todo, mas sabe quando sente que falta alguma coisa? Quando eu senti isso, comecei a buscar: comecei algumas terapias e yoga, foi muito legal porque me reaproximei de quem eu era na minha essência, porque a gente perdendo essa consciência e se readaptando ao mundo com exigências masculinas. E nessa descoberta do que tava faltando, o yoga foi uma das ferramentas principais, porque fui percebendo que tava perdendo um pouquinho da minha disposição e energia aos poucos e isso me mostrou que talvez era hora de mudar. Foi aí que comecei a fazer meu curso, comecei a dar aulas e a minha vida  começou a fluir de novo e assim eu comecei minha nova profissão, como instrutora de yoga. E é isso.” – Andréa

“TODA MULHER TEM QUE USAR MAQUIAGEM”

Kelen, 29 anos e Judite, 43 anos

Quem disse que só se sente linda aquela mulher maquiada e de salto? A Kelen se sente linda e incrível de rosto lavado mesmo, sem usar maquiagem e salto alto sempre – e isso não a torna menos mulher que qualquer outra. A Judite? Ela não repete o look para trabalhar e nem sai de casa sem uma boa maquiagem e se sente incrível assim – e isso não a torna fútil ou menos capacitada que outra mulher. A Kelen e a Judite não devem ser comparadas, porque cada uma sabe e pratica aquilo que a faz sentir bem consigo mesma, independente da opinião social – e é assim que ter que ser. Mulher tem que se sentir bem e só quem sabe como fazer isso é ela mesma.

• Quer saber um pouco da história da Judite?

Judite, 43 anos
Judite, 43 anos

“Quando adolescente, trabalhei na roça mas minhas unhas sempre estavam cuidadas, eu adorava ver elas grandes. Quando fui motorista de ônibus, mesmo sendo uma função bem masculina e usando uniforme, o sapato sempre era levemente alto, ia com a maquiagem e o cabelo perfeitos. Hoje, como conselheira tutelar, continuo trabalhando de salto alto e se preciso for tirá-los para fazer algum trabalho, eu os tiro. Porque não sou uma manequim, gosto de me arrumar, mas não coloco minha vaidade acima dos outros: não deixo de fazer nada com medo de borrar a maquiagem.  Levanto 1 hora antes de trabalhar para me arrumar porque eu gosto, me sinto bem e não porque sou melhor que as outras – meu conteúdo não muda. Sou uma mulher que lava roupa, cuida dos filhos, trabalha fora e anda de ônibus. O que eu uso não é para deixar os outros felizes. Esperar meus filhos voltarem da aula, com um café e de pijama me faz feliz e completa afinal, as pessoas são lindas quando estão felizes, não importa a aparência. Com 43 anos, nunca vivi ou deixei de viver algo porque alguém disse que tinha que ser diferente, sempre pensei: “ eu sou assim” e vou continuar sendo assim. Quem acha que não tem dias que eu não quero colocar salto ou me maquiar se engana. Eu também saio sem salto mas se percebe  que eu estou triste, não é o look, o salto ou a maquiagem, é minha alma que está triste.” – Judite

• Quer saber um pouco da história da Kelen?

Kelen, 29 anos
Kelen, 29 anos

“O único filtro que eu uso é o filtro solar e no cabelo, o shampoo da promoção. Me sinto confortável e arraso de camiseta e calça jeans. Tenho um companheiro de quase uma década que me ama exatamente do jeito que sou. Já colecionei muitas conquistas. As maiores foram com certeza, independência e saber que sou muito mais que qualquer estereótipo.” – Kelen

“TODA MULHER SONHA EM TER FILHOS”

Taís, 23 anos e Eliza, 64 anos

A Taís é formada em design e apaixonada pelo trabalho, tem 3 cachorros e é casada e não tem planos de filhos – a família da Taís é completa do jeitinho que ela quis. E a Eliza é professora aposentada, tem 4 filhas e um neto e, depois que se aposentou, se dedica em tempo integral à cuidar da família. Taís e Eliza fizeram escolhas diferentes, porque cada mulher tem uma prioridade diferente, porque, toda mulher nasce para ser feliz e ela decide como construir a sua própria felicidade. Mulher tem que construir a família que quiser – e se quiser.

• Quer saber um pouco da história da Taís?

Taís, 23 anos
Taís, 23 anos

“A cultura é de que, nós, mulheres precisamos ser mães, que o papel da mulher no mundo é gerar frutos, ter filhos… Mas o grande problema é que, na visão da maioria, você precisa apenas ser uma ótima mãe, mas também ótima profissional. As meninas são criadas com a mentalidade que tem que cozinhar bem, saber cuidar da casa pra claro, cuidar do marido e dos filhos – isso: filhos no plural, porque ter 1 também não é o bastante. Eu não planejo ter filhos, pois escolhi focar nos estudos e na carreira profissional e isso é uma escolha apenas minha porque eu que sou dona do meu corpo. Poder falar abertamente sobre isso é incrível, quantas foram ou ainda são caladas sobre os seus direitos e desejos? A verdade é que todos precisam entender que as mulheres tem jeitos e trejeitos, gostos e desgostos e todas podem: querer ser mãe ou não, deixa a gente viver do jeito que a gente quiser.” – Taís

• Quer saber um pouco da história da Eliza?

Eliza, 64 anos
Eliza, 64 anos

“Não foi nada programado. Me aposentei em 1997 como professora, mas continuei a trabalhar fora de casa. Certo dia, simplesmente achei que era o momento de parar. E as coisas acontecem nos momentos certos: minha mãe começou a precisar de mais atenção e minha filha precisou de ajuda para cuidar do meu neto. Há dias que nem eu acredito que dou conta de fazer tanta coisa: o segredo é fazer tudo com muito amor. Sou uma mulher realizada e, se me perguntassem o que eu faria se pudesse voltar no tempo eu diria: – Faria tudo de novo…” – Eliza

Mulher pode e deve fazer o que quiser – um protesto Oppa pelo direito de liberdade das mulheres.